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OAB navega como nau sem rumo

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18.09.2026

A Ordem dos Advogados do Brasil, por seu Conselho Federal, mostra-se adepta do “morde e assopra”. Seu posicionamento quanto ao vazamento de conversas que comprometeriam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o bandido do momento, Daniel Vorcaro, não esclarece o que pensa a instituição como um todo, outrora voz forte pelo Estado de Direito. Se seus conselheiros e os presidentes de suas seccionais fizeram prejulgamento pela culpa em uníssono, seu presidente, logo em seguida, falou sozinho em contrário.

No dia 9 de setembro, o Conselho Federal da OAB, em conjunto com os presidentes de todas as suas 27 seccionais, assinou uma petição ao Supremo Tribunal Federal solicitando formalmente que Gonet se abstivesse de atuar no affair Master/Alexandre de Moraes. A justificativa baseou-se no fato de o PGR ter sido citado em relatórios da Polícia Federal. Horas após a aprovação unânime do pedido, o presidente da Ordem, Beto Simonetti, deu declarações públicas elogiando “a honra e a integridade” de Gonet e classificando sua carreira como “irretocável”. No ambiente interno — conversa de WhatsApp vazada —, Simonetti foi além, afirmando que a instituição estaria usando “dois pesos e duas medidas”, que “Gonet é inocente” e que vivia um “sentimento de injustiça”.

A tentativa presidencial de suavização ou recuo rachou a Ordem. Presidentes de seccionais — como Paraná, Santa Catarina e Ceará — confrontaram Simonetti publicamente e nos bastidores, exigindo a........

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