Eles não passariam, mas continuam passando. E por quanto tempo ainda passarão?
Dois amigos bebem cerveja sem álcool no Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre, onde tomaram porres inesquecíveis nos anos da ditadura. Um ainda repete que o fascismo não passará, e o outro tem certeza de que eles passaram e continuarão passando.
Passam no mundo todo, diz o amigo pessimista, que foi líder estudantil e comunista tardio e hoje não é mais nada. Esse, o pessimista, faz balanços terríveis da conjuntura toda vez que os dois se encontram.
A conversa é sobre cenários mundiais, porque, se for sobre o Brasil, qualquer debate vai parar em Michelle e Malafaia, e aí ninguém aguenta.
O amigo otimista, que foi da Libelu, do PT e do PSOL e hoje simpatiza com a UP por influência de um neto, diz que “eles” podem até matar todos os aiatolás, mas que em Cuba não passarão, porque tentaram várias vezes e falharam. Cuba vai resistir, diz ele.
O pessimista retruca: passaram no Iraque, passaram no Afeganistão, passaram na Síria, passam por onde querem. Passam por cima do Irã. Sempre disseram que eles não passariam em Gaza, porque o Hamas não iria deixar.
O Hamas não conseguiu........
