Alcolumbre, o chacal da democracia
Davi Alcolumbre construiu sua trajetória longe dos holofotes. Nascido em Macapá, saiu da política local para o Congresso até chegar à presidência do Senado, cargo que ocupa novamente desde 2025. Mais do que pelos discursos, consolidou-se pela capacidade de articulação interna, um operador que entende como poucos o funcionamento das engrenagens de poder em Brasília.
Sua ascensão revela um padrão: Alcolumbre se firmou como um operador do tempo e das regras institucionais. Em Brasília, esse tipo de poder é decisivo. Não se trata apenas de votar, mas de definir quando se vota, o que entra em pauta e o que permanece indefinidamente parado.
Mas sua trajetória não se construiu apenas sobre habilidade política. Ao longo dos anos, seu nome apareceu em episódios que expõem as zonas cinzentas do sistema. Em 2019, vieram à tona denúncias sobre o uso de uma funcionária fantasma em seu gabinete, caso revelado pela imprensa nacional e posteriormente arquivado por insuficiência de provas.
Também foi citado em investigações relacionadas à Operação Lava Jato, em delações que mencionavam repasses a políticos do Amapá, novamente, sem desdobramentos judiciais que resultassem em condenação. Esses episódios não o derrubaram. Ao contrário: foram absorvidos por uma trajetória marcada........
