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Benfica: quando a cabeça tem de mandar

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Há momentos numa época em que somos obrigados a fazer um exercício que custa mais do que qualquer derrota. Olhar para o clube que amamos e aceitar que o tempo da esperança imediata pode ter acabado. Não por falta de amor. Não por falta de vontade. Mas por excesso de realidade. E essa realidade, por mais que custe, acaba sempre por se impor, mesmo aos clubes grandes, mesmo aos adeptos mais resilientes.

A eliminação da Taça de Portugal no Dragão não foi apenas mais um jogo perdido. Foi um ponto final simbólico. Não porque o Benfica tenha sido inferior. Pelo contrário. Houve atitude, houve organização e, na maior parte do tempo, até superioridade. Houve uma equipa preparada para competir. Mas também houve aquilo que tem sido uma constante ao longo desta época: faltou qualidade na hora de decidir.

E quando falta qualidade, a atitude deixa de chegar. Pode ajudar a discutir jogos. Pode ajudar a equilibrar forças. Mas raramente chega para vencer títulos.

É duro dizê-lo numa fase ainda relativamente precoce da época. É duro dizê-lo quando os adeptos estão feridos, cansados e cada vez mais desconfiados. É duro dizê-lo sabendo que o treinador e os jogadores não podem, nem devem, alinhar neste discurso. Eles têm de continuar a correr, a lutar, a honrar a camisola em cada minuto. Isso é inegociável. É o mínimo exigível a quem representa o Benfica.

Mas quem dirige o clube não pode pensar com o coração do adepto. Tem de pensar com a frieza de quem tem a obrigação de preparar o futuro. E essa frieza não é desistência nem........

© A Bola