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Devolvam-nos lá os tambores

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27.01.2026

Há exatamente uma semana fui buscar os miúdos mais cedo à escola. Na mala do carro, bem escondidos, os equipamentos e os cachecóis. Pensei muito sobre se os devia ou não levar ao jogo e a parte mais racional de mim insistia em gritar que não era boa ideia. O tempo estava péssimo, vivemos longe de Lisboa, o jogo era tarde e a meio da semana… O combo perfeito para optar por ficar em casa. Além disso, verdade seja dita, apesar de saber que hoje somos outro Sporting, eu ainda sinto pontadas no peito quando penso naqueles 12-1 com o Bayern de Munique (se calhar, para não parecer tão mal, devia antes dizer que foram 5 7). Enfim… No meio das dúvidas e do cansaço, o coração, como quase sempre acontece no futebol, venceu a razão e cheguei a Lisboa com dois miúdos completamente eufóricos que diziam a quem os quisesse ouvir que o Sporting ia ganhar 2-1.

Como chegámos cedo, coisa que, aliás, faço sempre questão que aconteça, decidi ir jantar com eles à Alvaláxia que, já aqui o disse, estou mortinha por ver com outra cara. E passei o jantar a gastar o meu latim a tentar prevenir desgostos futuros. «Olhem que o PSG é o campeão da Europa em título, um empate já seria um grande resultado», ia dizendo eu, debaixo de olhares de reprovação que terminaram com o mais novo a perguntar-me, totalmente indignado, «mas que raio de sportinguista és tu?». Estive vai não vai para lhe responder que sou uma sportinguista que ainda não conseguiu superar o stress pós-traumático de vários anos desgraçados, mas decidi calar-me. Com medo da........

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