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A cor do dinheiro

20 10
27.01.2026

“Dizem que até um monstro tem um momento de bondade, eu nunca tive um momento de bondade, então, não sou um monstro.”
Nero 1

(Inicio este artigo por uma nota pessoal e prévia: não o tendo anunciado e depois de muito ponderar, como provavelmente nunca o terei feito na vida a este propósito, votei Seguro logo na primeira volta. Tomei a decisão antes até dos designados debates e fi-lo com a consciência plena de estar a votar numa pessoa que creio ser honesta, leal e que respeitará o Estado de Direito democrático. Tive a confirmação do acerto da escolha após o debate entre Seguro e Ventura, em que, digam o que disserem, para mim ficou claro que o primeiro saiu claramente vencedor e conseguiu colocar o “menino mal educado” a um canto, sem nunca perder a elevação. Sendo eleito, já percebi que iremos discordar muitas vezes mas, pelo menos, tenho a esperança que nunca tal ocorra em relação aos princípios fundamentais. Sim, foi a este estado de coisas a que nos deixámos chegar, embalados por um discurso de ódio e de inveja constantes que mais não visa do que capitalizar tais sentimentos para um determinado sentido de voto.)

Optei deliberadamente por não fazer uma pausa na reflexão sobre a segunda volta das Presidenciais após uma conversa com um amigo, politicamente bastante longe da extrema direita, na qual este, de forma inesperada, me anunciou que iria votar Ventura, não porque o ache minimamente apto para o cargo mas, ao invés, porque considera que a sua eleição poderia, perante o âmbito de competências que lhe passaria a caber, consubstanciar um mal menor e a médio prazo poderia mesmo radicar........

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