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Inteligência Artificial: entre o alarme e a oportunidade - porque o futuro ainda é humano

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21.04.2026

Num tempo em que a Inteligência Artificial (IA) ocupa o centro do debate público, multiplicam-se os alertas sobre os seus perigos: a “morte da leitura”, a perda de pensamento crítico, a substituição do humano por máquinas cada vez mais sofisticadas. Estas preocupações não são infundadas — mas tornam-se problemáticas quando resvalam para um discurso fatalista que ignora um facto essencial: a IA não é um agente autónomo com intenções próprias. É uma criação humana, uma ferramenta, e como qualquer ferramenta, o seu impacto depende do uso que dela fazemos.

A história da humanidade é, em larga medida, a história das ferramentas que criámos. Da invenção da imprensa à revolução industrial, passando pela internet, cada avanço tecnológico foi inicialmente recebido com desconfiança. Temia-se a perda de empregos, a desvalorização do conhecimento ou até o empobrecimento intelectual. E, no entanto, essas mesmas ferramentas acabaram por expandir capacidades humanas, democratizar o acesso à........

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