Quem ganha e quem perde com a compra da Warner pela Paramount
Quem ganha e quem perde com a compra da Warner pela Paramount
A novela — aparentemente — acabou. O último grande entrave para a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance foi superado após as duas empresas fecharem um acordo com a coalizão de 12 procuradores-gerais norte-americanos, liderada pela Califórnia, que tentava barrar o negócio avaliado em US$ 110 bilhões na Justiça. Falta, apenas, a homologação da juíza.
Embora os estados inicialmente buscassem remédios estruturais para a aquisição, incluindo a venda de partes do novo conglomerado, tiveram que se contentar com uma lista de compromissos com vigência de cinco anos.
Esta coluna já abordou o impacto dessa fusão para o público em geral. Agora que conhecemos os termos do pacto, porém, quem realmente sai ganhando e quem sai perdendo nessa que é uma das maiores operações da história do entretenimento?
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A perspectiva do público, que consome o entretenimento, é uma das mais peculiares em todo o negócio — e é difícil cravar se houve uma derrota ou uma vitória.
Um dos principais ganhos é o comprometimento de Paramount e Warner de lançar 30 filmes por ano nos cinemas dos Estados Unidos durante os dois primeiros anos do acordo. Nos três seguintes, o número sobe para 32. Desse total, pelo menos 20 precisam ser em 2 mil telas ou mais — depois, 21. Relançamentos não entram na conta.
Para quem frequenta as salas de projeção, isso representa algum ganho. Em 2024 e 2025, os dois estúdios programaram, respectivamente, 18 e 19 longas-metragens do tipo, ainda sob a influência das greves de 2023 em Hollywood. Já em 2026, considerando o que está programado até dezembro, serão 28.
Para quem espera para ver as produções em casa, o impacto é um pouco maior. Os grandes estúdios já vinham ampliando as janelas de exclusividade dos cinemas. Agora, Warner e Paramount assumiram uma promessa judicial nesse sentido.
Cada filme contabilizado nas metas terá de permanecer pelo menos 45 dias exclusivamente na telona. Depois desse prazo, poderá chegar às plataformas de aluguel e compra, como a Apple TV. Nos serviços de vídeo por assinatura, a estreia só poderá ocorrer pelo menos 90 dias após entrarem em cartaz nos cinemas.
Isso amplia a janela que a Warner Bros. vêm praticando. "Supergirl", último título de........
