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Quando tudo é urgente, nada é urgente: precisa mesmo responder correndo?

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31.05.2026

Quando tudo é urgente, nada é urgente: precisa mesmo responder correndo?

Esta é mais uma da série "já parou para reparar?". E como temos vivido no automático, paramos pouco para reparar em coisas que não deveríamos normalizar.

Minha implicância de hoje é com a urgência generalizada em responder mensagens de conversadores instantâneos, tipo WhatsApp.

Já parou para reparar que este modo de comunicação é assíncrono? Ou seja: você manda a mensagem para a pessoa e a pessoa responde no tempo da disponibilidade dela. A forma de comunicação pressupõe isso.

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Se a gente quer falar "ao mesmo tempo" com a pessoa, existem formas síncronas de comunicação, como a chamada telefônica ou por vídeo.

Eu às vezes tenho a impressão de que a gente nem sabia que existiam estas duas palavras: síncrono e assíncrono. Pelo menos por aqui, comecei a usá-las com mais frequência depois da pandemia, quando ficou mais comum a gente ter que falar "esta reunião será presencial", porque o remoto virou padrão; e também de nomear o trabalho quando ele acontece de forma simultânea (síncrono) ou com cada pessoa contribuindo da sua maneira e no seu ritmo (assíncrono).

A pandemia foi um marco no "desempacotamento" de algumas coisas: por aqui, a aula podia ser dada "ao vivo" (síncrona), mas assistida depois (no assíncrono), por exemplo; e o mesmo aconteceu com reuniões, que ficam gravadas e a pessoa acessa o conteúdo.

Lembro........

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