Ninguém imaginava onde chegaria o STF, nem mesmo Dalmo Dallari
Alfredo Buzaid era o mais radical dos ministros do STF. Um integralista de toga.
O ano era 1984, e eu calouro do Largo de São Francisco.
O Supremo estava tomado por um viés majoritariamente conservador, defensor do nosso indefensável regime militar.
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Mas o saber jurídico era indiscutível. Buzaid, só para ficar no mesmo personagem, era o autor do Código de Processo Civil.
O STF da época não se jactava ser um Poder Moderador. Era, sim, o respaldo que a ditadura precisava para tentar dar um ar de legalidade ao regime de exceção.
Vivíamos os estertores da ditadura.
As Diretas Já estavam nas ruas.
Nós estudantes sabíamos que vivíamos um momento histórico. Queríamos a liberdade para opinar, contestar, denunciar, sermos livres.
E eu sonhava ser juiz, inspirado por um certo professor das duas últimas aulas de sexta-feira à noite, um tal Ricardo Lewandowski, que me fazia faltar na cerveja com estudantes no XI de Agosto —naquele ano presidido por um tal Fernando Haddad.
Quem sabe um dia eu fosse ministro do Supremo?
Ter um ministro do Supremo........
