Placas nas carótidas prejudicam a cognição, e isso pode não ter volta
Quem dera fosse incomum, mas não é. A partir dos 20 anos, cerca de 5% das pessoas já têm placas nas carótidas, duas grandes artérias que levam o sangue oxigenado do coração para o cérebro, subindo uma de cada lado pelas laterais do pescoço. Com o avançar do tempo, a situação só piora: cerca um terço da população entre 50 e 65 anos apresenta as famigeradas placas. A maioria, sem sentir nada. Ou seja, se essa gente não fizer um ultrassom para ver o estado desses vasos, nem se dará conta de qualquer ameaça.
A consequência pode ser a seguinte: com o crescimento das placas, o espaço para o sangue passar se torna estreito. É o que os médicos chamam de estenose. Os neurônios, vorazes consumidores de oxigênio — eles costumam pegar para si uns 20% do gás que chega com a respiração — sofrem com o sufoco. Daí o cérebro passa a não funcionar como antes. Em português claro, é aquela história: a memória falha de vez em quando, e a cabeça vai deixando de ser a mesma. A atenção fica reduzida e a velocidade para tomar decisões diminui também.
Até ontem — mais precisamente terça-feira (3) — havia a crença de que, removendo a placa da carótida de algum jeito, isso melhoraria as habilidades cognitivas simplesmente por reestabelecer um bom fluxo sanguíneo para o cérebro. No entanto, Ronald M. Lazar, professor de neurologia e neurobiologia da Universidade do Alabama (EUA), acabou com essa esperança durante sua apresentação na ISC 2026 (Conferência Internacional sobre AVC), em Nova Orleans (EUA), evento promovido pela AHA (Associação Americana do Coração).
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