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Linfoma na infância: quando a íngua não é sinal de infecção comum

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02.09.2026

Linfoma na infância: quando a íngua não é sinal de infecção comum

Às vezes, a febre vai e volta. À noite, a criança sua até empapar a fronha. Pode ficar mais cansada, amuada. Mas o que sempre chama ou deveria chamar a atenção é o gânglio aumentado, a tal da íngua, capaz de eclodir no pescoço, nas axilas ou na virilha. Melhor sempre reparar nela.

Calma, porque na maioria das vezes não é nada de ruim, muito pelo contrário: é apenas o gânglio linfático, também chamado de linfonodo, em plena ação por causa de uma otite, um resfriado ou, quem sabe, de uma amigdalite, infecções que a meninada em idade escolar pega aos montes.

Ora, essa estrutura é uma espécie de ponto de encontro de células imunológicas, que se reúnem ao arrastarem qualquer estranho, vírus ou seja lá o que for, que esteja ameaçando o organismo de encrenca. Então, depois de aprenderem a reconhecer o invasor, os linfócitos se multiplicam por lá mesmo antes de saírem em defesa do corpo. Isso faz o gânglio, que não ultrapassava uns cinco milímetros, crescer de duas a quatro vezes, tornando-se visível.

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Mas aí é que está: quando o intruso já está sob controle e a paz é restabelecida, o alvoroço termina e o gânglio desincha. "Daí que a persistência e o aumento progressivo é algo que merece uma avaliação especializada", avisa a oncologista pediátrica Viviane Sonaglio, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A. C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, o mesmo lugar onde fez sua especialização ainda em 2003 e de onde nunca mais saiu. Durante todo esse tempo, ela viu muitos casos de linfomas em crianças e adolescentes. "É uma das principais doenças malignas que encontramos nessa população", justifica. Se, em adultos, os linfomas ficam na faixa entre 3% e 5% dos casos de câncer, em quem tem de zero a 18 anos, a proporção sobe para 10% a........

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