Rogério Ceni é o alvo dos fundamentalistas do Bahia
Rogério Ceni é o alvo dos fundamentalistas do Bahia
POR HUMBERTO MIRANDA*
A demissão do técnico do Flamengo, Felipe Luís, acendeu o alerta da comissão técnica do Bahia. Se não vencer os Bavis da próxima semana, a demissão de Rogério Ceni entrará na ordem do dia.
Os fundamentalistas impediram que o trabalho do técnico Felipe Luís, com dois títulos, continuasse no cargo. Os flamenguistas tem um rei na barriga que somente eles cultuam, com ou sem bons resultados.
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Talvez, Pedro Bial tenha certa razão ao chamar o Flamengo de populista. Não é bem o Flamengo, mas sua diretoria. Ao separar a gestão financeira da influência dos dirigentes, o Flamengo cresceu. Mas, no caso dos treinadores, a influência da diretoria é grande. De xodó da torcida, Felipe virou o pior treinador do mundo. Um evidente exagero.
O problema agora é que os populistas atenderam aos fundamentalistas e demitiram o treinador. Assim, as diretorias permanecem no poder e o torcedor acredita que ele é ouvido.
No Bahia acontece coisa semelhante. A torcida fundamentalista acha que o City Group deve despejar rios de dinheiro no time para disputar todos os títulos. Há certa inveja do Botafogo nesse sentido, embora a realidade mostre que o caminho do Botafogo é decadente ou incerto. Se o resultado não acontece, todo mundo tá errado e as cabeças rolam. Outro exagero.
Não podemos esquecer que foram torcedores do Bahia que jogaram uma bomba no ônibus do time com os jogadores dentro, ferindo um deles gravemente. Mais que fundamentalismo, foi terrorismo. O atentado foi considerado lesão corporal leve.
A diferença para o Flamengo é que os donos do Bahia são empresários estrangeiros, sem nenhuma relação mais profunda com as tradições do clube, a não ser quando ela é útil para fazer merchandising.Tudo virou um negócio e a torcida.
O fundamentalismo é um problema muito sério para os times de grandes torcidas. Há uma ordem distópica no futebol que confunde tudo, cria incertezas e crises, e alimenta violências e perseguições. Parece um caminho perigoso e sem volta.
O fato é que a demissão de Felipe Luís ligou o sinal de alerta de Rogério Ceni. Afinal, o Bahia terá dois Bavis na Fonte Nova em sequência. Um vale o título Baiano e o outro, três pontos importantes no Brasileirão. Não dá para escolher. O Bahia terá que vencer os dois jogos em casa ou Rogério será a próxima vítima dos fundamentalistas e dos próprios erros.
*Humberto Miranda é professor de Economia na UNICAMP.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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