O amor em tempos de inflação: conheça o 'Dateflation'
O amor em tempos de inflação: conheça o 'Dateflation'
O solteiro, como diz o meme, não tem um dia de paz. Não bastasse o "mapa da fome" que as mulheres brasileiras dizem passar e a epidemia de "solidão masculina" reportado por diversas pesquisas, um novo item chegou para complicar o drama de quem procura um cobertor de orelha neste inverno: o "dateflation".O termo surgiu nos EUA e junta as palavras encontro ("date") com inflação ("inflation"). Economistas americanos criaram este nome após chegarem a uma conclusão: está cada vez mais caro ter dates por lá. Pois marcar um jantar, dividir uma garrafa de vinho, pegar um táxi de ida e volta... Este ritual agora é uma planilha e os números comprovam isso.
Um millennial americano gasta hoje, em média, US$252 por encontro romântico (cerca de R$1,3 mil). O dado é do BMO Real Financial Progress Index, levantamento que o banco canadense faz todo ano às vésperas do Valentine's Day.Ainda segundo o BMO, o americano que saiu para um date gastou, em média, US$2,3 mil ao longo do último ano. É grana. E isso impactou no seguinte: o número de primeiros encontros caiu de cerca de 14 por ano em 2025 para 12 agora.Sabe o mais curioso da pesquisa? Já considerando todas as gerações, o americano que namora desembolsa US$189 por jantar: uma alta de 12,5% em só um ano. Resumo: sai mais barato namorar ou estar casado.
E aí o comportamento muda. Quase metade dos solteiros (47%) de lá afirmou que sair para encontros amorosos simplesmente não compensa financeiramente. No vizinho Canadá, o BMO encontrou um número ainda mais........
