menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Se defender prisão a quem violenta mulheres é ser punitivista, aceito o rótulo

10 22
09.01.2026

Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Enquanto a agenda nacional se fragmenta entre a Venezuela e as investigações sobre um banco de investimentos em liquidação, uma guerra escancarada e contínua não deu trégua: a guerra contra as mulheres no Brasil.

Aos homens que se irritam por serem lembrados de que mulheres seguem sendo mortas todos os dias, em todas as regiões do país, paciência. Poderia dizer que sinto muito em produzir esse sentimento nos leitores, mas a verdade é que não sinto. Os feminicídios insistem em escrever, com sangue, uma crônica diária de horror. Ainda assim, enxergo essa irritação por um lado positivo: ela revela tanto o incômodo de quem prefere o silêncio, quanto a eficácia de insistirmos em nomear o que parte da sociedade tenta naturalizar ou empurrar para debaixo do tapete.

Mais

É nesse contexto que presto minha solidariedade à família de Carla Carolina Miranda da Silva, de 39 anos, esfaqueada e assassinada nesta semana em plena via pública, no bairro paulistano da Liberdade, um nome que, tragicamente, soa como ironia diante da condição das mulheres no Brasil.

Carla já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, em razão de agressões anteriores. Ainda........

© UOL