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Durán (“gr&%rssst%&€@xxzyxwqt”) e… Varandas-de-ouro

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30.10.2026

1.Sim, estamos habituados no futebol português a muitas palavras imperceptíveis, a meias palavras, a silêncios convenientes e também a muito ruído. Vivemos numa sociedade em que se criticam as coisas que não acontecem e que deviam acontecer. Em Portugal, como noutros países, os problemas estão identificados, como o da habitação, mas os sucessivos governos não tomam medidas que permitam aos jovens ambicionar ter casa para poderem deixar de viver debaixo das telhas dos pais, até que se chega ao tempo do protesto e da troca de argumentos mais certeiros ou mais virulentos, a partir dos quais quase sempre se misturam alhos com bugalhos e, normalmente, nada se resolve, nada ou pouco muda.

2.Perdoe-se-me a comparação (porque estamos perante macro problemas que afetam a população face a uma atividade que gera as suas próprias riquezas e misérias-de-diamante), mas com a arbitragem e as questões que afetam há décadas o futebol português passa-se o mesmo que vemos no setor da habitação: sabem-se as causas que geram os fenómenos antissociais e colocam a indústria do futebol num patamar, até, de inconstitucionalidade (no limite), e nada se faz para reduzir ou anular as suas entropias.

3.Aquilo que Durán (não) disse («gr&%rssst%&€@ xxzyxwqt») não poderia ser vertido para um relatório como «palavras impercetíveis», porque se não se tem a noção, objetivamente, daquilo que é dito, então não se pode presumir. Até porque, no meio da confusão, e como desejava Marco Silva, não foram disponibilizadas imagens que justificassem a amostragem de cartões vermelhos. Teria de ser através das palavras. Mas se as palavras (de um colombiano) foram impercetíveis, como se pode inferir ou presumir, subjetivamente, que elas tiveram caráter insultuoso ou para adversários ou para algum membro da equipa de arbitragem?…

4.Ainda se podia dar o caso que uma palavra – uma palavra que fosse –, devidamente identificada e vertida........

© SOL