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Brad Pitt e Leonardo DiCaprio estão a perigo?

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Uma mulher esperava num carro estacionado ao lado do aeroporto de uma cidade do interior gaúcho o desembarque do seu futuro marido: ninguém menos do que Brad Pitt! Ela tinha passado uma boa grana teoricamente pro ator, depois de contatos com alguém que se passava por ele pelas redes sociais. Como pode alguém ter caído num conto do vigário como esse? 

Pois em São Paulo, se não me engano, uma outra mulher tinha um relacionamento amoroso virtual com Leonardo DiCaprio e passou uma grana alta para uma pretensa obra social dele. Que tempos! Como pode gente que teoricamente tem alguma capacidade de pensamento cair em golpes como esses? E pelas notícias, muitas outras mulheres caem. E vejo explicações: carência, solidão… 

Essas coisas me fazem relembrar de um tempo anterior a essas redes. Foi em meados dos anos 1990. Eu trabalhava no SBT, em Brasília, e tinha o cargo de editor regional do Jornal do SBT, que tinha uma inovação: era dividido em duas partes, uma que começava por volta das 11h da noite e era interrompido para passar o Jô Onze e Meia. Quando terminava o programa do Jô Soares, voltava o telejornal. O emprego era bom. O telejornal principal, que entrava no “horário nobre” tinha uma equipe pequena mas excelente, e furava a Globo direto. No que eu editava também fazia matérias que os outros telejornais não faziam. 

Antes disso, tive vários convites para me mudar pra Brasília, mas achava a cidade muito besta. Tinha ido várias vezes lá, a trabalho, e não gostava. Aquela divisão em setores especializados me parecia muito chata. Ficava hospedado no setor de hotéis e parecia que estava na lua, um lugar sem vida. Se pedia informações sobre bares e restaurantes, me mandavam para uns frequentados por políticos, caros e ruins. 

Mas numa das minhas situações de desemprego e “perseguição” em São Paulo, com a vida difícil aqui, decidi aceitar o convite do meu amigo que era diretor de jornalismo do SBT. Já tinha me chamado antes, e não aceitava. Resolvi tirar da cabeça todos os meus preconceitos e ir para lá de mente aberta. E deu certo. Conheci uma Brasília bem diferente de quem ia lá provisoriamente. Ainda mais que estava sob um governo de esquerda, de Cristóvão Buarque. Enfim, estava gostando,

Acontece que precisei voltar para São........

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