A seleção é de todos nós
A vitória e a exibição da seleção portuguesa sobre a Dinamarca, poucas horas depois de o capitão de equipa ter abandonado o estágio de Copenhaga, assume dois significados especiais: o reforço da posição de Jorge Jesus enquanto selecionador e a aparente união no balneário após Cristiano Ronaldo ter batido com a porta.
Gostei do que vi: uma seleção com identidade de jogo, boa ocupação dos espaços, assertiva na pressão sobre o adversário e com uma capacidade de circulação da bola que há muito não se via na equipa portuguesa.
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Gonçalo Ramos explicou que a equipa já tem "ideias mais claras" e que os jogadores sabem onde encontrar os colegas, tanto no momento defensivo como no ofensivo. Nuno Mendes falou das ideias do treinador e da forma como estas permitem potenciar o talento. Vitinha classificou a exibição como a “melhor da nova era” e o próprio Jorge Jesus, embalado pela terceira vitória em três jogos, disse ter um grupo que acredita na sua ideia.
E agora, Cristiano Ronaldo?
Perante a vitória de Copenhaga e tudo o que a precedeu, ainda haverá espaço para Cristiano Ronaldo na seleção nacional? Na minha opinião, não. Afirmo-o com o à-vontade de quem defendeu as qualidades únicas a nível mundial do capitão da seleção, mesmo nos momentos em que outros o davam como acabado e prejudicial ao rendimento da equipa portuguesa. Testemunhei no estádio a última conquista nacional com Cristiano Ronaldo – a Liga das Nações, em 2025, em Munique, onde um golo de Cristiano levou para os penáltis a decisão da final com a Espanha.
Cristiano Ronaldo continua a ser um grande........
