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"Qual é a pressa?" — Parte II

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21.04.2026

Francisco Assis, Duarte Cordeiro e Pedro Nuno Santos começaram, por estes dias, a escrever o resto da vida de José Luís Carneiro como secretário-geral do PS. O primeiro afastou-se em pezinhos de lã — mas afastou-se. O segundo fez duas coisas: não só disse de forma cristalina que se afastava para ter total “liberdade para discordar”, como ainda rodou a faca e sugeriu que a direção do PS estava a montar uma operação de cosmética em torno de uma suposta unicidade. Por fim, o terceiro decidiu voltar ao Parlamento e a uma bancada que ajudou a eleger. Ninguém sabe o que quer, o que pensa e que contas terá para ajustar, o que torna tudo mais dramático para o líder socialista.

Os três terão agendas e motivações próprias, mas há uma coisa que os une: não tornarão a missão de José Luís Carneiro mais fácil. No primeiro caso, não consta que Francisco Assis alimente ambições de vir um dia a liderar o PS — mesmo sendo ainda relativamente jovem, o eurodeputado terá outras prioridades que não uma corrida ao cargo de secretário-geral e, consequentemente, de primeiro-ministro. Mas é inevitável dizê-lo: a decisão de deixar a direção do partido, que não deve ser desligada da forma como Carneiro geriu a visita a Caracas, retira dimensão política e mediática à corte do líder socialista.

Com Duarte Cordeiro é diferente. O ex-ministro do Ambiente e antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa é cada vez mais ‘o’ challenger natural de........

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