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O Futuro do Erasmus+ 2028-2034

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24.04.2026

Apesar da educação, da juventude e do desporto serem competências exclusivas dos Estados-Membros, ao longo dos anos, a União Europeia (UE) tem desempenhado um papel, cada vez mais relevante, no financiamento de iniciativas relacionadas com o desenvolvimento de competências e nas políticas públicas de educação, de formação, de juventude, de voluntariado e de desporto. No Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2021-2027, os principais programas de financiamento incluem o Erasmus , o programa emblemático da UE para a educação, formação, juventude e desporto, e o Corpo Europeu de Solidariedade (CES), o programa destinado à promoção de atividades de voluntariado.

O elevado impacto e valor acrescentado europeu do Erasmus são, atualmente, reconhecidos pela generalidade dos grupos políticos e evidenciados pelas avaliações intercalares da Comissão Europeia, pelos relatórios anuais do programa e pelos dados estatísticos do Eurostat.

No entanto, este programa é, em grande medida, percecionado como um programa de mobilidade estudantil. Por exemplo, um estudante de uma universidade em Lisboa pode enriquecer o seu currículo ao realizar um período de estudos numa universidade em Paris e, no final dessa experiência, terá um leque de competências mais alargado, tanto a nível académico como pessoal.

Contudo, o Erasmus não pode ser reduzido a um programa de mobilidade e abrange uma vasta gama de outras ações, destinadas a estudantes do ensino superior, a alunos do ensino básico e secundário e do ensino e formação profissional, a professores, a adultos em formação, assim como no domínio do desporto, destinadas a treinadores, ao corpo técnico e a atletas. Este princípio deve ser salvaguardado na definição do modo de funcionamento e nos objetivos do programa para o próximo período de programação, 2028-2034.

Atualmente, O Erasmus é composto por três ações-chave: “Mobilidade para a Aprendizagem”, a qual apoia projetos de mobilidade para estudantes e trabalhadores jovens, promove atividades de participação juvenil, incentivando a intervir na vida democrática, desenvolve competências digitais e a literacia mediática dos jovens,  para aumentar a resiliência à desinformação e à propaganda; “Cooperação entre organizações e instituições”, a qual apoia parcerias transfronteiriças e........

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