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Presunção e água benta à discrição

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19.06.2026

Hoje trago um tema transversal  por que oiço dizer por todo o lado que é preciso ser humilde. Mas porquê? Se calhar não se percebe bem em que consiste uma pessoa ser humilde. Ou um país, ou um jogador de  futebol, ou um papa, ou um político, ou eu. À primeira vista parece que com essa afirmação me estão a impor limites, uma pretensão de me impedir certas atitudes ou pensamentos. Uma espécie de tampa ou rolha. Mas com que direito? E, já agora, com que inteligência? A artificial? É que a mim sempre me agradou aquela postura de “bar aberto”…

Ronaldo tem que se conter, apesar de ser um portento, já não tens idade, o futebol não se compadece com primeiras donas. Trump tem que se conter diante dos inocentes, e o mesmo se diga de Putin. E esta “trindade” e quejandas encontram-se em cada esquina, e não só na big picture (que se calhar não é assim tão big…). Então não é que me cruzo todos os dias e em cada hora com elas? E muitas vezes eu sou uma delas. E não deverei sê-lo? Poder posso. Mas pergunto: posso sê-lo à custa de tudo e de todos? Ou então a palavra “dever” não estará ela a mais? Ou haverá uma ética a preferir?

Parece que quando há saúde e dinheiro essas  perguntas não existem. Que está tudo bem. Não há saco para filosofias. Estará tudo bem ou nem por isso?

Ontem assisti na televisão a uma conversa com um médico que diz que se pode chegar novo a velho,  também título de um livro seu que vendeu muito, até lá fora. Palavras do costume viradas ao contrário, como se pudéssemos adiar o que parece não se querer, isto é “morrer”. Mas a verdade é que morremos mesmo, quase sempre quando já não somos novos. Todos sabemos que para lá caminhamos, embora não seja claro e evidente o que isso seja.

Não por acaso Martin Heidegger teve tanto sucesso, bom agora lembrar porquê, passados 50 anos da sua morte. Pena que não tenha seguido o mestre, Husserl, que percebeu a falência do........

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