FC Porto: a "sala de máquinas" tornou-se uma "casa de monstros"
Existe a tendência de analisar as opções dos treinadores em função do onze inicial, mas, na maioria das vezes, a sua grande influência é no decorrer do jogo, na forma como reagem às suas incidências. Farioli deu essa prova no jogo de Braga. Ainda Zalazar não tinha convertido o penálti e já ele falava com o banco sobre a forma de reagir à desvantagem iminente e as missões dos jogadores a meter.
Ia mudar a dinâmica da ala direita: em vez do jogo de ir para dentro (quase um médio) de Pepê, lançou o rasgo da individualidade de William Gomes (diagonal ou vertical) e, dez minutos depois, um médio de músculo para resgatar o meio-campo, Fofana, capaz de recuperar bolas e comer metros com ela (tirando o toque-passe de Gabri).
Há momentos em que os jogos (todos diferentes consoante o resultado a que se reage) pedem outras coisas, mas este exigia esse poder forte de afirmação. No estilo e no impacto tático. O jogo mudou........
