2026: é tempo de (a Europa) pensar diferente
Neste início do novo ano de 2026, é impossível não falar da “operação policial especial” que levou à captura de Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. Não que sintamos por ele qualquer simpatia – muito pelo contrário. Tão pouco, por que constitua uma clara violação das regras e do direito internacional, de que os Estados Unidos deviam ser o garante fundamental. Mas porque o acontecimento é, sobretudo, uma expressão maior e concentrada das transformações económicas, sociais e políticas que o mundo global tem vindo a atravessar. E, vista numa perspetiva histórica mais imediata, não deixa de ser uma consequência, quase esperada e inevitável, de todas as dinâmicas que se desenvolveram em 2025, de que a eleição do Presidente Donald Trump para um segundo mandato é apenas um factor de catálise.
Não resistimos a invocar o nosso maior poeta: “Todo o mundo........
