As equipas de software vão encolher. E isso é inevitável
Há uma conversa que a maioria dos gestores portugueses evita ter: a de que os seus departamentos de tecnologia estão, provavelmente, sobredimensionados. Não por má gestão. Mas porque foram desenhados para um mundo que já não existe.
Durante anos, construímos equipas de software como quem ergue catedrais. Muita gente, muito tempo, muita cerimónia. O modelo fazia sentido quando escrever código era caro e lento. O problema é que esse mundo acabou. E as estruturas ainda não se adaptaram.
A inteligência artificial não é uma moda passageira. É uma mudança de paradigma. Os programadores que a dominam escrevem código 55% mais rápido. Poupam quatro horas por semana em tarefas de rotina. Fazem em dias o que antes demorava semanas. Isto já está a acontecer nas empresas que decidiram levar a transformação a sério.
E as outras? Continuam a aprovar orçamentos para equipas de quinze ou vinte pessoas. Continuam a medir o sucesso pelo número de recursos alocados. Continuam a confundir atividade com produtividade.
Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos estima que 29% dos empregos........
