Pisada pronada: vilã ou exagero comercial?
Poucos termos se popularizaram tanto no universo da corrida, das academias e das lojas de tênis quanto “pisada pronada”. Em algum momento, muita gente passou a acreditar que pronar era quase um diagnóstico. O corredor fazia um teste rápido na esteira, recebia a classificação de pronador, supinador ou neutro e saía convencido de que precisava de um tênis específico, uma palmilha corretiva ou algum tipo de intervenção para evitar lesões.
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A ideia parece simples: se a pisada está “errada”, ela precisa ser corrigida. O problema é que o corpo humano raramente funciona de maneira tão binária. A pronação não é, por si só, uma doença. Pelo contrário, é um movimento natural do pé, necessário para absorver impacto e adaptar o corpo ao solo durante a marcha e a corrida. Sem algum grau de pronação, o pé seria muito mais rígido e menos eficiente.
Fisioterapia bem feita é tratamento, não complemento
O pé diabético como tragédia evitável
O exagero começa quando qualquer pronação passa a ser tratada como defeito. Durante a caminhada, o pé toca o solo, acomoda-se, distribui carga e depois se transforma em uma alavanca mais rígida para........
