Produção de terras raras em Minas começa a sair do papel
Projetos de terras raras avançam em Minas Gerais, com os primeiros passos sendo dados por multinacionais. No fim do ano passado, a Meteoric inaugurou em Poços de Caldas o primeiro laboratório de extração de terras raras, uma planta piloto do Projeto Caldeira que já produziu o primeiro lote nacional de carbonato de terras raras. O projeto prevê investimento de US$ 1,5 bilhão e a produção anual de 500 quilos de carbonato misto. Na quinta-feira, a Viridis inaugurou na cidade do Sul de Minas um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Rara (CPTR) no âmbito do Projeto Colossus, que já recebeu investimentos de R$ 200 milhões. A implantação da operação industrial no estado vai receber, futuramente, mais de US$ 350 milhões. O CPTR da Viridis é considerado uma das maiores plantas semi-industriais demonstrativas de processamento contínuo de argilas iônicas para produção de carbonato misto de terras raras fora da China. Já a Terra Brasil Minerals, com reservas em Patos de Minas e Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, e previsão de investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões, deve assinar em breve acordo com um dos países interessados no projeto. “O Brasil possui potencial para assumir um papel muito mais estratégico nas cadeias globais de minerais críticos. Mas isso exige investimento, cooperação internacional, segurança regulatória e desenvolvimento tecnológico”, afirmou o CEO da Terra Brasil, Eduardo Duarte, que esta semana participou do Critical Minerals Dialogue in Brasília, mesa redonda promovida pela Amcham, Citi e U.S. Chamber of Commerce e que reuniu representantes do governo federal,........
