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Opinião | Palmeiras líder, Cruzeiro lanterna: o Brasileiro é coisa de louco

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13.02.2026

Foi pênalti em Vitor Roque em Inter x Palmeiras? Veja a análise do lance

Paulo Caravina analisa o lance polêmico em jogo no Beira-Rio na noite de quinta-feira. Crédito: @soudoapito

Três rodadas de Campeonato Brasileiro e só sobraram seis invictos. E ainda falta ao Corinthians enfrentar a única equipe 100%, mas em dois jogos, o Athletico Paranaense. Não dá para dizer nada, a não ser a ladainha básica: entre as grandes ligas do mundo, a que zera antes todos os invictos é justamente o Brasileirão (que não tem um campeão sem derrotas desde 1979).

Não é o melhor campeonato do mundo, mas é o mais equilibrado, o mais normal de acontecerem resultados anormais.

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Como é anormal os quatro que hoje estariam rebaixados serem gigantes como Vasco, Santos, Inter e Cruzeiro. Lanterna que, para mim, antes de a bola rolar no BR-26, era time para brigar pelo título além do que fez em 2025.

O Fluminense está onde eu imaginava. O belo gol de Acosta deu a 15ª vitória seguida como mandante a Zubeldia. Tricolor que segue eficiente e com momentos de bom futebol contra um Botafogo que estreou dando show, e, agora, não se emenda e nem se acerta. Como a gente que adora cravar tudo em três rodadas apenas...

Por ora, o Tricolor é quarto. O Palmeiras é o primeiro pelo saldo, depois da grande vitória no Beira-Rio contra o Internacional, o único dos 12 grandes que tem mais vitórias no confronto direto contra o maior campeão do Brasil.

Um Beira-Rio onde o Verdão só venceu seis vezes na história do Brasileiro. E desta vez ganhou por um placar maior do que o equilíbrio apresentado. Não que o Palmeiras não tenha jogado bem, e não tenha merecido o resultado. Mas o Inter talvez não merecesse perder por 3x1. E o colorado talvez não mereça mais um erro de Mercado, que tentou sair jogando - e cada vez eu menos apoio o jogo apoiado cegamente. Ele perdeu a bola pra Luighi, que, de novo, talvez tenha entrado antes do tempo no lugar do Vitor Roque; mas, mais uma vez, sem a bola, ajudou a recuperar para construir o gol de Andreas Pereira, cada vez mais decisivo.

E será ainda mais no time de Abel, quando ele puder escalar desde o início Lucas Evangelista ao lado do ótimo Marlon Freitas, que parece ter estreado fazendo o seu centésimo jogo com a camisa do Palmeiras, e adiantando Andreas Pereira para organizar o jogo, pisar na área como no terceiro gol, e articular um time que vem muito bem, obrigado, com resultados, inclusive, melhores do que as atuações.

Outro que mandou legal foi o São Paulo que não tomou conhecimento de um Grêmio amorfo e amuado e amassado, e fez 2x0. E poderia ter feito muito mais no Morumbis, na quarta-feira. São Paulo que começa a mostrar que não pode abrir mão dos três zagueiros, tem alternativas pelas alas, e meio-campo bastante consistente para marcar e chegar à frente. Com o trio dos sonhos enfim podendo atuar junto. E bem.

O Corinthians emendou a terceira boa atuação e venceu o Red Bull Bragantino, que faz ótimo início de temporada. Primeiro tempo não foi bom, mas, na segunda etapa, a partir do gol de cabeça de Gabriel Paulista, as coisas melhoraram para o Timão, que deve acabar fazendo um campeonato melhor do que a encomenda. Não para talvez repetir tantos títulos inesperados como em 2025. Mas para ser uma equipe mais sólida e competitiva. Mais uma de Dorival.

Como não tem sido o Santos carente de Neymar. Como não se sabe mais o que será do Galo agora sem Sampaoli. E, mais do que todos, pelo menos que tem feito, o Cruzeiro de Tite: a maior decepção para começo de conversa.

E reiterando o nosso papo inicial: é só o começo ainda. Por mais que pareça o fim de linha para não poucos.


© Estadão