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ECOS DO NOSSO MUNDO O parque de exposições

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08.06.2026

Há décadas - tempos da minha meninice - era frequente ver-se pinturas em casas particulares ou nalgumas igrejas, onde se via o diabo ou os anjos de Deus à espera que os moribundos dessem o último suspiro.

Essas obras, apelavam aos vivos para que durante as suas vidas tivessem cuidados com a saúde espiritual e das relações com os outros e Deus, conforme se lê em 2Pd3,12-15a.17-18.

Então, o quadro do diabo, de forquilha em punho, cornos afiados e rabo empinado, aguardava atenciosamente pela sua (possível) presa, isto é, pela alma prestes a partir, quer fosse de pobre ou não, feliz ou sofredor da vida passada.

Hoje, que bem conheço os homens e o diabo, não posso deixar de ironizar face a semelhantes pinturas de então, uma vez que ao diabo nunca lhe pertencerão os pobres, os simples e os doridos da vida.

Ao diabo interessa-lhe outro género de homens. 

Como uns Hitler’s ditadores e carniceiros; uns Lenines, que julgavam os homens selvagens e que só eles os podiam dominar com todo o ódio que lhes mereciam; uns avarentos que nada dão, sendo a antítese da caridade; uns ricos selvagens, predadores prudentes, que durante o dia e a noite........

© Diário do Minho