As pessoas falham. As instituições têm de prevenir
A morte da bebé esquecida numa carrinha de um jardim de infância, em Almada, é uma tragédia que nos confronta com uma das realidades mais difíceis de aceitar: por vezes, as consequências de uma falha humana podem ser irreversíveis. Perante casos como este, é natural que a emoção, a indignação e a procura de culpados dominem o debate público. No entanto, talvez seja igualmente importante refletirmos sobre a responsabilidade das instituições na prevenção destas situações.
Quando as famílias confiam os seus filhos a uma creche, escola, clube desportivo, atividade extracurricular ou religiosa, esperam que existam sistemas de proteção capazes de garantir a sua segurança. Essa proteção não pode depender apenas da boa vontade, da experiência ou da atenção individual dos profissionais. Deve assentar em procedimentos claros,........
