A obrigação de ajustar a lente
A catástrofe que recentemente assolou o país trouxe de novo para o debate público uma realidade tantas vezes esquecida: as assimetrias socioterritoriais persistem e o interior continua a viver entre a resiliência e a invisibilidade.
Há um erro recorrente na forma como olhamos para o interior: ou o retratamos como espaço de carência e atraso, ou o romantizamos como reserva moral e paisagística. Nem uma coisa, nem outra. É território de trabalho, inovação, pensamento crítico e construção comunitária. É espaço onde se experimentam respostas concretas a problemas complexos.
No Vale de Lafões encontramos dois exemplos que desmontam a narrativa simplista da periferia passiva. O InSitu, festival inovador e pioneiro dedicado à........
