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Samu: o sensor da crise assistencial

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14.07.2026

Marcelo Barenco — promotor de justiça do MPDFT 

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Há estruturas públicas que se tornam tão presentes no nosso cotidiano, que passam quase despercebidas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é um exemplo, e, para a maioria das pessoas, aparece somente quando precisam dar passagem a uma ambulância no trânsito ou em momentos dramáticos, no infarto súbito, no AVC ou na criança afogada em piscina. Mas, por trás do barulho da sirene, existe um serviço prestado por homens e mulheres de suma importância para toda a rede pública de saúde.

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O Samu não é apenas um transporte de pacientes; é um sistema de inteligência sanitária. É no Samu que se compreende as maiores fragilidades do sistema público de saúde. Antes mesmo que a superlotação nos hospitais seja alvo das manchetes, o Samu já identificou os sinais de colapso da rede: ausência de profissionais em plantão, fechamento temporário de portas hospitalares, bandeiramentos, indisponibilidade de leitos, retenção de macas e saturação........

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