O SUS na linha de frente do clima
O governo federal decidiu que vai parar de ser pego de surpresa pelo clima. Era hora. O anúncio feito ontem pelo Ministério da Saúde de um plano para investir R$ 9,8 bilhões para preparar o SUS aos impactos do El Niño e das mudanças climáticas é, antes de tudo, um reconhecimento tardio, mas necessário, de que a crise climática não é apenas uma pauta ambiental. Trata-se também de uma crise de saúde pública, e precisa ser gerida como tal.
Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.
Os números do próprio governo ajudam a dimensionar o que está em jogo. Um estudo recente da Fiocruz contabilizou 120 mil mortes ao longo dos últimos 20 anos diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em diversas regiões do país. Não são vítimas de furacões ou tsunamis: são brasileiros mortos pelo calor, pela seca, pelas enchentes, pela desorganização de um sistema que ainda responde a desastres climáticos no improviso.........
