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NO KINGS GLOBAL - A chave para interromper os absurdos de Trump!

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03.02.2026

No dia 20 de janeiro de 2026, Donald Trump completou seu primeiro ano do atual mandato e, pela intensidade e impacto dos fatos, temos a impressão de que se passaram anos de governo. O nível de agressividade, violência, cinismo e desordem dentro e fora dos EUA provocados pelas políticas do governo americano parece imparável. O desmantelamento de organismos multilaterais como a ONU, OMC e OMS, a guerra comercial com aplicação de tarifas e o uso do dólar como instrumento de coerção, os bombardeios contra países do Oriente Médio, africanos e latino-americanos, tentativas de golpe de estado, ameaças de anexação de territórios via intervenção militar, o massacre humilhante contra os palestinos e o inacreditável sequestro do presidente da Venezuela são alguns exemplos das covardias que o projeto MAGA está impondo ao mundo. Todas essas movimentações em 2025 e início de 2026 revelam que o governo dos EUA passou a tratar a multipolaridade como uma ameaça existencial à sua segurança nacional.

As pessoas se perguntam: "A China não pode fazer nada? O BRICS não vai ajudar o Irã? A Rússia não vai intervir a favor da Venezuela? A Europa vai aceitar tudo de joelhos?" A sensação de que não existe nenhuma força geopolítica capaz de parar os absurdos do império tem gerado uma agonia global, pois parece que não há nada que se possa fazer contra o "hegemon do norte".

Mas precisamos reconhecer que a correlação de forças mundial sugere que as grandes e médias potências, por mais forças que tenham, em alguns casos podem, no máximo, evitar intervenções diretas em seus territórios e/ou mitigar efeitos da coerção comercial. Não há nenhum país que tenha acumulado forças armadas de amplitude global comparável às mais de 800 bases militares que os EUA têm no mundo, como também não há nenhuma potência econômica em condições financeiras de sancionar os EUA sem sofrer abalos sísmicos internos. As reações têm sido predominantemente defensivas e focadas em projetos de longo prazo, já que os cálculos das consequências de uma ofensiva decisiva de curto prazo contra os EUA tragicamente se desdobrariam no apocalipse da terceira guerra mundial. Aliás, caso o atual governo americano continue esticando os cabos globais sem limites, talvez a grande guerra seja mesmo o destino da nossa geração nesse século.

Mas quero convidar o leitor a olhar não para fora, mas para dentro dos EUA e dos fenômenos que estão acontecendo na sociedade americana no último ano. Tudo indica que a chave para interromper Trump está na luta de classes que está se desenvolvendo nas ruas de Minneapolis, nos subúrbios de Nova York, nas comunidades de imigrantes de Miami e, agora, mais recentemente, até mesmo na opinião pública do Texas… Enquanto a Casa Branca avança numa agenda interna e externa agressiva, o cenário político norte-americano está sob um grave efeito rebote interno, que já preocupa os círculos republicanos. Uma tempestade perfeita vem se formando através do encontro de elementos explosivos: o levante de protestos multitudinários, avaliação negativa nas........

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