Dietas saudáveis para todos: os 5 caminhos da experiência brasileira
O relatório deste ano da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI)” aborda uma questão decisiva: como tornar dietas saudáveis acessíveis para todas as pessoas?
Ele traz notícias animadoras. A fome global continuou a diminuir pelo terceiro ano consecutivo. Na América Latina e no Caribe houve avanços notáveis, e o Brasil tem orgulho de, mais uma vez, ter saído do Mapa da Fome da FAO, como a diminuição da insegurança alimentar severa, chegando a 0,6%, o menor patamar da série histórica.
O SOFI 2026 também mostra que a população brasileira está se alimentando melhor. Mais 20 milhões de pessoas passaram a ter acesso a dietas saudáveis no Brasil, desde 2021.
Hoje, somos 173 milhões de brasileiros com acesso à alimentação adequada em nutrientes, equilibrada, moderada e diversificada. Esses alimentos diversificados como cereais, verduras e legumes, frutas, oleaginosas, proteínas, gorduras, no Brasil, são produzidos em boa parte pela agricultura familiar.
Esses resultados mostram que a fome não é inevitável. Quando os governos priorizam o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o progresso acontece.
Ainda assim, o relatório lembra que o trabalho não terminou. Quase um terço da humanidade ainda não consegue pagar por uma alimentação saudável. O custo dos alimentos saudáveis continua sendo um dos maiores obstáculos para a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada.
Talvez a contribuição mais importante desta edição do SOFI seja ir além de descrever o problema. Ela ajuda a compreender por que as dietas saudáveis continuam caras. E, mais importante, o que os governos podem fazer a respeito.
O Brasil apoia a mensagem central do relatório: tornar as dietas saudáveis mais acessíveis exige transformar os sistemas agroalimentares de forma sustentável.
Nenhuma política isolada alcança isso. É preciso um conjunto de políticas públicas que trate ao mesmo tempo de como produzimos, financiamos, inovamos, distribuímos e consumimos alimentos. Essas políticas se reforçam.
Essa tem sido a experiência do Brasil.
Desde 2023, reconstruímos uma agenda integrada por meio do........
