E se corre mal, presidente?
Há tiradas que sobrevivem aos homens que as pronunciam e ganham contornos de profecia. Em março de 2020, quando o universo do futebol português ainda assimilava com profundo espanto o investimento de dez milhões de euros num técnico em começo de carreira, foi o próprio Ruben Amorim quem desarmou a sala de imprensa de Alvalade com um sorriso límpido e um desafio à ortodoxia: «E se corre bem?»
Correu. Correu tão extraordinariamente bem que o Sporting reencontrou a sua matriz competitiva, reconquistou o respeito continental e viveu um ciclo hegemónico que devolveu o orgulho ferido aos seus adeptos.
O grande perigo do sucesso fulgurante, porém, é a ilusão de que o método se torna imune ao erro quando o seu principal arquiteto parte.........
