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Nem tudo são mais-valias

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09.09.2026

O mercado fechou. Finalmente. Durante dois meses voltou a cumprir-se aquele ritual do futebol em que nós, os adeptos, passamos mais tempo a discutir jogadores que ainda não chegaram do que aqueles que já estão no clube. Todos os dias aparece um nome novo, uma negociação iminente, um avião a caminho, uma fotografia num aeroporto e, claro, o inevitável «acordo praticamente fechado».

No Benfica esse ritual é vivido com esteroides. Mas, olhando agora para o princípio e para o fim do mercado, saíram jogadores importantes. Mudou a defesa, mudou o meio-campo e mudaram algumas das alternativas no ataque. Chegaram jogadores para ocupar esses lugares, mas também para dar à equipa características que não tinha.

Por isso, mais interessante do que fazer a tradicional conta entre milhões gastos e milhões recebidos é perceber se o Benfica terminou o mercado com uma equipa melhor. Porque um bom mercado não é necessariamente aquele em que se vende mais caro ou se compra mais barato. É aquele que deixa o clube mais perto de ganhar.

Comecemos por Palhinha.

É impossível olhar para este mercado sem olhar para ele. Não apenas pelo que custou, mas porque é provavelmente a contratação que mais altera a personalidade da equipa. Palhinha não chega para ser mais um médio. Chega para dar ao Benfica algo que muitas vezes lhe faltou nos últimos anos: agressividade competitiva, capacidade de recuperação, presença física, experiência e uma certa dose de desconforto para quem joga contra nós.

Aos 31 anos não é uma contratação para vender daqui a dois anos por 60 milhões. E ainda bem. Um clube de futebol não pode........

© A Bola