2016: o ano em que o algoritmo mudou quem somos
2016: o ano em que o algoritmo mudou quem somos
Há dez anos, o Instagram anunciava o fim do feed cronológico.Sem alarde. Sem votação. Sem que ninguém pedisse.O Facebook já havia feito o mesmo um pouco antes. O Twitter também.Quase simultaneamente, as três maiores redes sociais do planeta tomaram a mesma decisão de engenharia: o que você veria no seu feed não seria mais determinado pela ordem do tempo.Seria determinado por um algoritmo treinado para saber o que te manteria na tela o máximo possível.
O ano de 2016 foi o momento em que a curadoria deixou de ser humana. O momento em que uma empresa de tecnologia decidiu que sabia melhor o que a gente queria ver. E dissemos: 'tudo bem'.Não foi uma bomba. Não foi um botão vermelho. Foi uma atualização de software. E mudou quem somos.
O argumento das plataformas era razoável na superfície: com tantos conteúdos sendo produzidos, os usuários perdiam até 70% das postagens. O algoritmo viria para "ajudar": mostrando primeiro o que mais interessava a cada pessoa.Mas para entender o peso dessa decisão, é preciso voltar um pouco mais.
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