'Não sou desertor', disse Haddad a aliados ao admitir disputa cerrada em SP
'Não sou desertor', disse Haddad a aliados ao admitir disputa cerrada em SP
Os amigos mais próximos do ministro Fernando Haddad (Fazenda) voltam a 2006 para tentar explicar sua relação filial com Lula.
O presidente da República vivia uma grande crise, o mensalão. A oposição flertava com a abertura de um pedido de impeachment e as pesquisas apontavam um caminho sinuoso para a reeleição.
Ministro da Educação à época, Haddad foi chamado para uma conversa com Lula. Não precisou de mais de dois minutos: "Presidente, eu vou com você até o fim. Até o fim."
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Vinte anos depois, Lula convocou Haddad para mais uma batalha. Agora na Fazenda, o ministro foi chamado para uma missão hercúlea —e inglória. Quadro do PT com maior expressão em São Paulo, foi instado a defender a legenda e a reeleição de Lula no maior colégio eleitoral do país contra um quadro consolidado no estado, onde é dada como certa a vitória do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Haddad não queria concorrer a governador. Está focado em alardear seus resultados na Fazenda, com bons índices macroeconômicos, tem produzido livros com teorias sobre os novos tempos da ciência política, uma de suas três formações, e quer ser avô. "Ele está doido para os filhos começarem a entregar netos", diz um aliado.
Mas Lula o chamou. Consultado por amigos sobre a convocação, não deu detalhes, mas também deixou pouco espaço para dúvida. Haddad tem um mantra: "Não abro conversa com o presidente da República", repete. E não abriu.
Mas quem perguntou se ele estava disposto a encarar uma das disputas mais difíceis de uma carreira na qual nunca houve um só episódio que fosse singelo recebeu um vaticínio orgulhoso como resposta: "Eu não sou desertor".
Haddad havia deixado claro que preferia atuar como formulador do programa de governo de Lula, sem ir novamente às urnas, mas não resistiu a um chamado do petista. "Ele queria deixar a corrida eleitoral de lado quando ela parecia estar muito bem ajustada para o Lula. Mas com o jogo apertado? Com a oposição no cangote e instabilidade política? Ele não vai deixar de fazer o que o presidente pedir para fazer", resume um aliado.
A missão é manter a mesma votação que teve em 2022, quando perdeu para Tarcísio de Freitas no interior de São Paulo, mas conseguiu a maioria dos eleitores da capital, ajudando o Nordeste a garantir uma apertada vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL).
Esse é o piso —e já não será fácil, dados os resultados das últimas pesquisas. Mas Haddad "cresce na briga, gosta da adversidade". "Ela tira o melhor dele", crava um amigo. A ver.
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