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Montenegro, Sócrates e o intervencionismo empresarial

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25.08.2026

Corria o ano de 2008, o primeiro-ministro era José Sócrates e o ministro da Economia era Manuel Pinho, ambos com uma enorme pulsão intervencionista e controladora do poder económico (e mediático), e o setor da energia era um dos ‘preferidos’. Em entrevista ao Correio da Manhã, no dia 24 de fevereiro, Pinho afastava a possibilidade de o Estado reduzir a sua participação na REN (e na EDP). Porquê? “O sector da energia é um sector com uma importância verdadeiramente estratégica, mais do nunca, e acho que não seria nem prudente nem aconselhável o Estado reduzir a sua presença”. Avançámos 18 anos e o Governo de Luís Montenegro regressou a uma certa forma de exercer o poder, próxima de Sócrates e Pinho.

Já se escreveu muito sobre o anunciado negócio da REN, a decisão do Governo de pôr o Estado a comprar uma posição de 13,7% do capital da empresa que tem a concessão da rede elétrica e de gás do país. Já se escreveu muito, mas o Governo não disse quase nada, apesar de ser uma iniciativa que contraria tudo o........

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