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Viktor Orbán tem medo, os húngaros talvez não

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01.03.2026

Viktor Orbán consolidou nos últimos dezasseis anos um regime iliberal sustentado sobre a captura da administração pública, pressão sobre imprensa e as universidades, politização dos tribunais e alterações constitucionais para benefício eleitoral próprio. A Constituição de 2011 blindou cargos-chave. A arquitetura eleitoral, remodelada, combina um parlamento unicameral reduzido com um reforço deliberado dos círculos uninominais, o redesenho estratégico dos distritos, o fim da segunda volta e alteração do mecanismo de compensação, concebendo uma lógica estruturalmente favorável ao partido no poder. Os aliados usufruem de recursos e privilégios, desde o genro do primeiro-ministro ao empresário Lőrinc Mészáros.


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