Parcerias de segurança e defesa: o mapa geopolítico da UE
A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia entrou no seu quinto ano, a pressão híbrida sobre os estados europeus intensificou-se e o ambiente de relações internacionais tornou-se mais volátil, competitivo e fragmentado. Simultaneamente, a instabilidade no Médio Oriente, a crescente militarização de domínios como o ciberespaço e o espaço e a afirmação da China como potência militar global obrigam a União Europeia (UE) a repensar como salvaguarda os seus interesses e proteger a sua segurança.
Historicamente, aqueles que, antecipadamente, fomentaram e forjaram as melhores alianças com países com interesses semelhantes, melhor se prepararam para futuros conflitos. Neste contexto, o debate sobre defesa europeia já não pode ser feito apenas em torno de orçamento, armamento ou indústria. Tem de ser, igualmente, um debate sobre alianças, interoperabilidade e influência estratégica. Por conseguinte, as parcerias estratégicas da UE em matéria de segurança e defesa ganharam uma importância central na relação com países terceiros.
O Parlamento Europeu reconheceu este facto de forma clara ao aprovar, na sessão plenária de fevereiro, uma resolução dedicada às parcerias da UE em matéria de segurança e defesa. Nesse texto, o Parlamento sublinha que estas parcerias não são um elemento acessório, mas uma necessidade para que a União consiga responder a ameaças emergentes, reforçar a sua capacidade de ação e afirmar-se como ator estratégico global.
Atualmente, a UE já assinou nove parcerias: Moldávia, Noruega, Japão, Coreia do Sul, Macedónia do Norte, Albânia, Reino Unido, Canadá e, recentemente, Índia. Esta evolução é, particularmente, relevante porque evidencia que a UE passou de uma lógica mais........
