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A cultura dos mínimos

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05.04.2026

A escola portuguesa vive há demasiado tempo presa a uma lógica perversa: para evitar conflitos e manter uma paz artificial, trabalha para os mínimos. Quando a escola se organiza para os mínimos, falha a sua missão essencial,  ensinar, e alimenta a indisciplina, o abandono e a exclusão que diz querer combater.

A indisciplina não nasce do excesso de exigência; nasce do vazio. Quando um aluno percebe que pode boicotar uma aula sem consequências, que basta resistir para que a fasquia baixe ou que lhe será criado um “programa próprio” sem rigor, a escola perde autoridade pedagógica. Assim se instala a cultura dos mínimos: uma escola que ensina pouco para não incomodar ninguém.

Mas o ensino não pode ser desenhado para os que não querem aprender. Deve ser pensado para os que querem, e para os que podem querer se forem acompanhados com inteligência. É aqui que se torna essencial permitir que os........

© Observador