Setembro também mede a desigualdade
Setembro é mês de regressos. Regressam as aulas, os horários, as rotinas e, inevitavelmente, as contas. Para muitas famílias, é também um dos momentos do ano em que se torna mais visível quanto custa estudar.
Falamos de material escolar, computadores, transportes, refeições ou, no ensino superior, alojamento. E bem. Mas o regresso às aulas revela também uma desigualdade que não cabe no recibo da papelaria.
Dois estudantes podem ter acesso à mesma instituição, aos mesmos professores e aos mesmos recursos e, ainda assim, estudar em condições profundamente diferentes.
Um pode ter computador próprio, um espaço onde estudar e apoio familiar. Outro pode partilhar equipamento e espaço, trabalhar para ajudar a suportar os seus estudos ou enfrentar diariamente longas deslocações. Um pode pagar alojamento próximo da instituição, explicações ou ferramentas digitais, outro pode ter de escolher quais destas despesas consegue........
