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A guerra no Médio Oriente e a gestão das empresas portuguesas

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07.08.2026

Da volatilidade geopolítica ao imperativo da resiliência

O padrão das últimas semanas é claro: cessar-fogos anunciados, seguidos de ruturas e novas escaladas. A trégua negociada a 17 de junho de 2026 entre Estados Unidos e Irão colapsou a 8 de julho, com ataques a petroleiros, bombardeamentos norte-americanos e retaliações iranianas contra bases dos EUA no Golfo. O Brent valorizou mais de 20% em julho, ultrapassando pontualmente os 90 dólares por barril, e o tráfego no Estreito de Ormuz tem oscilado entre 30% e 35% dos níveis pré-conflito. Para a Organização Internacional do Trabalho, trata-se de um choque lento e potencialmente duradouro — e, para as empresas, uma fonte permanente de incerteza.

No cenário base, o FMI mantém para Portugal uma expansão do PIB de 1,9% em 2026 e inflação de 3,1%. Mas num cenário severo, com a guerra a prolongar-se até 2027, admite inflação de 4,2% já este ano e 5,7% em 2027, com o crescimento acumulado até 1,4 pontos percentuais abaixo do cenário de........

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