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Crise real: o paywall das finais europeias chegou à monarquia britânica

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27.05.2026

Há seis anos, o governo britânico rejeitou uma proposta de uma comissão parlamentar da Câmara dos Lordes para adicionar a final da Liga dos Campeões à lista de eventos considerados “joias da coroa”, o que garantiria a transmissão gratuita em todos os canais.

Por ora, não há planos de os atuais governantes reconsiderarem a medida, informou a BBC Sport. Mas desde a decisão da TNT Sports de colocar Arsenal x PSG atrás de um paywall, o tema ultrapassou a esfera esportiva e atingiu o coração político da monarquia parlamentarista britânica.

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Legítimo torcedor dos Gooners, o primeiro-ministro Sir Keir Starmer endereçou uma carta ao canal por meio da qual “insiste veementemente que reconsiderem” a decisão de disponibilizar a final deste sábado apenas para assinantes.

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É a primeira vez que os fãs ingleses precisarão pagar para assistir à final desde que a competição foi renomeada em 1992.

A escolha da TNT de não colocar o jogo em Budapeste ao vivo no YouTube ou via qualquer outro meio gratuito (free-to-air) não inclui apenas a “maior competição de clubes de futebol do mundo”, conforme o próprio Starmer definiu a Champions.

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O título da Liga Europa conquistado pelo Aston Villa na quarta passada exigiu uma assinatura do HBO Max por £ 4,99/mês ou de um pacote completo da TNT Sports por £ 31,99. A mesma regra se aplicará ao duelo desta quarta entre Crystal Palace e Rayo Vallecano, que decidirão a Liga Conferência.

A controvérsia também abriu questionamentos sobre o próprio “espírito do acordo” firmado com a UEFA.

A TNT paga cerca de £ 1 bilhão por ano pelos direitos da entidade. O The Guardian revelou que o contrato contém uma cláusula de “melhores esforços” (best endeavours), exigindo que o detentor dos direitos torne as finais disponíveis........

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