Poder de Escolha
Nos últimos meses, uma discussão intensa tomou conta do mercado financeiro: afinal, os investidores compraram determinados ativos porque eles eram adequados ao seu perfil de risco, liquidez e objetivos, ou porque ofereciam uma remuneração mais elevada aos assessores?
A pergunta é legítima. O problema é que, em muitos momentos, o debate pareceu caminhar para uma conclusão pré-estabelecida.
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Por ironia, uma discussão que deveria ter como foco os interesses dos investidores acabou, frequentemente, se concentrando nos interesses dos próprios profissionais da indústria.
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A narrativa predominante apontava para um único caminho: o modelo fee based.
Afinal, trata-se de uma estrutura que, em tese, oferece mais transparência, reduz incentivos para a indicação de produtos que pagam maiores comissões e promove um alinhamento mais claro entre assessor e cliente.
O debate foi acalorado. Em alguns casos, ultrapassou os limites do razoável e da ética profissional.
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