O caso de Carla Zambelli e os limites ao arbítrio de Xandão no exterior
Duas decisões tomadas na semana passada por tribunais no exterior mostraram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode até agir como um imperador no Brasil, com o aval de alguns de seus pares, do presidente Lula e de seus aliados. Mas, lá fora, os vereditos sobre suas arbitrariedades, cometidas à revelia dos ritos processuais, dos códigos legais e da Constituição, têm sido devastadores para ele.
Uma delas foi a decisão da Corte de Cassação da Itália de anular a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), pedida pelo governo Lula por solicitação de Moraes, e de libertá-la da prisão preventiva em que se encontrava no país desde julho de 2025.
Em linha com os argumentos da defesa, a mais alta instância judicial italiana enxergou irregularidades processuais e perseguição política na ação movida por Xandão contra Zambelli,. Ela fugiu do país ao ser condenada pelo STFa mais de dez anos de detenção, sob a acusação de ter contratado um hacker para invadir o sistema de mandados judiciais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A outra foi a decisão de um tribunal da Flórida, nos Estados Unidos, autorizando a intimação de Moraes por e-mail, em processo movido pela Rumble, plataforma de hospedagem e compartilhamento de vídeos que abriga em seus servidores a Truth Social, rede do presidente Donald Trump. Na ação, as duas empresas acusam o ministro de tentar impor censura e restrições a perfis de cidadãos brasileiros radicados nos EUA, atropelando o governo americano, os tribunais locais e o devido processo legal.
As duas decisões representam os capítulos mais recentes dos reveses que ele sofreu em tribunais internacionais e........
