Saber governar as perceções e os factos
A transparência ativa deveria ser um princípio estruturante do Estado Democrático e uma condição essencial para uma cidadania ativa e informada. Quando o debate público é facilmente capturado por perceções não-baseadas em factos, o verdadeiro desafio já não é produzir mais dados, mas transformá-los em informação compreensível, contextualizada e útil.
Durante demasiado tempo confundiu-se transparência com acumulação de repositórios, através de portais cheios de documentos, dados fragmentados, linguagem técnica e ausência de contexto. Esta pseudotransparência afasta os cidadãos e cria um terreno fértil para a desinformação e para o populismo.
A transparência ativa começa quando os dados se tornam vivos, atualizados, rastreáveis, ligados a processos reais e quando são traduzidos em informação ao serviço da cidadania. Painéis de controlo (Dashboards) claros e amigáveis permitem perceber como são usados os recursos públicos, quem decide,........
