Hoje é assim
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Hoje vou começar invertendo o primeiro parágrafo do texto que aqui deixei há semanas. Fica assim: este texto não é sobre a Escola.
Adivinharam, é isso mesmo, sobre as cheias, as árvores caídas, as famílias que viram os seus parcos haveres (ou nem por isso parcos, que a tempestade quando vem não escolhe grupos sociais ou económicos) destruídos, as lágrimas que todos pudemos constatar nos rostos de quem tem amor ao que construiu.
Aquando das cheias na região de Lisboa, em 1967, era eu oficial miliciano cumprindo o serviço militar obrigatório exatamente em Leiria, terra que desta vez foi chamada a sofrer a intempérie. E recordo o que nunca poderei esquecer. Na sala de oficiais alguns de nós falávamos sobre a situação em Lisboa e o apoio que lá se precisava, quando entrou um oficial superior que nos “informou” que as cheias não tinham sido assim tão grandes e não havia razão para falarmos disso.........
