“Os desafios da Economia”
Concluindo a crónica publicada quinze dias atrás, argumentava que face à estratégia política do atual Governo, de colagem efetiva ao ideário da extrema direita radical populista, a questão que subsistia era a sua eficácia eleitoral. Porque na verdade, de acordo com inúmeros estudos, quem vota o populismo não é a classe média, normalmente associada ao PSD, mas eleitores de menores qualificações e de níveis de rendimentos mais baixos, que privilegiam sempre o curto prazo. A sondagem mais recente, da Intercampus para o Correio da Manhã, divulgada a 19 de junho revela mais uma vez a ineficácia da estratégia governamental. O PS aparece em primeiro lugar, com 24,3%, seguido pelo Chega com 20,3%, ambos com ligeiras subidas. E o PSD vem em terceiro lugar, com 19,5%, mas principalmente com uma queda de 3,4%. Enfim, haverá ainda muitas outras sondagens, mas para já, esta colagem não parece autojustificar-se. O motivo condutor que mais repetidamente se vai ouvindo reporta-nos á necessidade de políticas estruturais. Não se destinam a resolver problemas de imediato; pelo contrário, tentam mudar as bases do sistema, sentindo-se os seus efeitos no longo prazo, nem sempre como........
